Ah! você é o meu amor para sempre. Pena não poder ficar com você agora. Quem sabe um dia...
Você terá outros amores. Possuirá outros corpos, mais não com a mesma paixão. Nunca será como antes.
Eu também viverei outros amores, sentirei o sabor de outras bocas, mas nenhuma será tão maravilhosamente inebriante como a sua.
Porque os nossos corpos se reconhecem e as nossas almas caminham juntas desde tempos muito antigos.
Porque o amor não se acaba, se transforma. E é cíclico como a água e as estações do ano.
Como é possível amar?
Como não amar?
Somente algumas coisas valem a pena serem arriscadas na vida, mas por amor tudo vale a pena.
(Cyntia Dias - Poesia sem título)
sábado, 15 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
"POLITIKANDO" parte IV
Deu no G1 Câmara conclui votação e projeto ficha limpa vai ao Senado http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/05/camara-conclui-votacao-e-projeto-ficha-limpa-vai-ao-senado.html
Mais alguém duvida que esse ficha limpa vai dar em nada?? Muito bem, o projeto passou pela Câmara dos Deputados, porém há empecilhos regimentais para a votação no Senado. O problema é que a pauta da Casa está trancada por Medidas Provisórias e pelos projetos do pré-sal, que tem urgência constitucional. Diferente da Câmara, onde são permitidas algumas votações mesmo com o trancamento da pauta, no Senado nunca se realizou votações desta forma.
Já apareceu o primeiro obstáculo, o Senado. Na verdade acho que a Câmara só aprovou este projeto para não ficar feio na mídia e jogaram a batata quente para os senadores. Estes devem transferir a responsabilidade para o presidente Lula, ou enrolarem o processo até a grande mídia esquecer o fato e se ocupar de outro assunto para que eles possam vetar o projeto sem a preocupação com a opinião pública.
Como os fatos jornalísticos esfriam muito rápido e logo as pessoas esquecem, é fácil fazer uma lei e depois torná-la "morta", ou seja, não cumpri-la. Para os senadores, agora é só ter um pouco de paciência e esperar que aconteça um novo "Caso Isabella Nardoni ou Caso Suzane Richthofen " para que a mídia retire os holofotes da Casa de Leis dando a estes o tempo necessário para invalidar o projeto.
E olha só, se realmente vier a funcionar esse tal de ficha limpa, é sujeito não sobrar um político em Rondônia para concorrer as eleições em 2012.
Mais alguém duvida que esse ficha limpa vai dar em nada?? Muito bem, o projeto passou pela Câmara dos Deputados, porém há empecilhos regimentais para a votação no Senado. O problema é que a pauta da Casa está trancada por Medidas Provisórias e pelos projetos do pré-sal, que tem urgência constitucional. Diferente da Câmara, onde são permitidas algumas votações mesmo com o trancamento da pauta, no Senado nunca se realizou votações desta forma.
Já apareceu o primeiro obstáculo, o Senado. Na verdade acho que a Câmara só aprovou este projeto para não ficar feio na mídia e jogaram a batata quente para os senadores. Estes devem transferir a responsabilidade para o presidente Lula, ou enrolarem o processo até a grande mídia esquecer o fato e se ocupar de outro assunto para que eles possam vetar o projeto sem a preocupação com a opinião pública.
Como os fatos jornalísticos esfriam muito rápido e logo as pessoas esquecem, é fácil fazer uma lei e depois torná-la "morta", ou seja, não cumpri-la. Para os senadores, agora é só ter um pouco de paciência e esperar que aconteça um novo "Caso Isabella Nardoni ou Caso Suzane Richthofen " para que a mídia retire os holofotes da Casa de Leis dando a estes o tempo necessário para invalidar o projeto.
E olha só, se realmente vier a funcionar esse tal de ficha limpa, é sujeito não sobrar um político em Rondônia para concorrer as eleições em 2012.
terça-feira, 11 de maio de 2010
PolitiKando - parte III
Partido que se diz comunista está disposto a apoiar legenda que oferecer mais vantagens
#Comoassim???
Buscando algum tipo de vantagem na disputa das eleições de outubro deste ano, o PC do B (Partido Comunista do Brasil) está em negociação com três outros partidos no estado de Rondônia. O PT de Eduardo Valverde, o PMDB de Confúcio Moura e o PDT de Acir Gurgacz.
A intenção do PC do B é eleger o maior número de deputados estaduais possível e participar das ações do governo. Não se sabe ainda quais são as exigências do partido para apoiar outra legenda, mais sabe-se que o que restava de ideologia nos partidos acabou de vez.
Até os mais radicais como o PSOL e o próprio PC do B já estão negociando com legendas maiores na tentativa de no final sair ganhando de alguma forma. Parece que a moda agora é ser multiideológico, ou seja, compartilhar da ideologia de todo mundo e não ter nenhuma.
Bom,... não é que isso seja uma novidade. Faz tempo que é perceptível a falta de ideologia em qualquer partido que seja. Direita ou esquerda o que importa é a contagem de votos. Na hora do "vamos ver" amigos se dividem e inimigos firmam alianças. Tudo vale no jogo do poder. Afinal, é política.
#Comoassim???
Buscando algum tipo de vantagem na disputa das eleições de outubro deste ano, o PC do B (Partido Comunista do Brasil) está em negociação com três outros partidos no estado de Rondônia. O PT de Eduardo Valverde, o PMDB de Confúcio Moura e o PDT de Acir Gurgacz.
A intenção do PC do B é eleger o maior número de deputados estaduais possível e participar das ações do governo. Não se sabe ainda quais são as exigências do partido para apoiar outra legenda, mais sabe-se que o que restava de ideologia nos partidos acabou de vez.
Até os mais radicais como o PSOL e o próprio PC do B já estão negociando com legendas maiores na tentativa de no final sair ganhando de alguma forma. Parece que a moda agora é ser multiideológico, ou seja, compartilhar da ideologia de todo mundo e não ter nenhuma.
Bom,... não é que isso seja uma novidade. Faz tempo que é perceptível a falta de ideologia em qualquer partido que seja. Direita ou esquerda o que importa é a contagem de votos. Na hora do "vamos ver" amigos se dividem e inimigos firmam alianças. Tudo vale no jogo do poder. Afinal, é política.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Politikando Rondônia - cont. da Parte I
No primeiro texto "PolitiKando" eu falei sobre o cenário político rondoniense e citei apenas quatro pré-candidatos ao governo do estado. Sendo eles, João Cahulla (PPS), Eduardo Valverde (PT), Confúcio Moura (PMDB) e Rosângela Cipriano (PSOL).
Neste post vou comentar um pouco sobre dois outros fortes pré-candidatos. São eles, Expedito Júnior (PSDB) e Acir Gurgacz (PDT).
Expedito Júnior teve seu mandato de senador cassado em 2009. Ele foi acusado de compra de votos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Como os dois suplentes de Júnior também foram cassados tomou posse o atual senador Acir Gurgacz que foi derrotado nas eleições de 2006.
Gurgacz também é pré-candidato ao cargo de governador. Apesar de eu achar que ele não tem a menor chance. O cenário atual é mais favorável a candidatura de Expedito que apesar da cassação é o mais bem cotado para assumir a vaga deixada por Ivo Cassol.
Mal assumiu a cadeira no senado federal começaram a chover denúncias contra o novo senador. Acir Gurgacz foi acusado entre outras coisas de usar um jornal da sua família para promoção da sua candidatura nas eleições de 2006.
A Folha Online saiu com a seguinte manchete logo após publicar que Gurgacz assumiu o cargo no lugar de Expedito, " Substituto de Expedito Júnior responde a mais de 200 processos na Justiça" http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u648193.shtml . Isso não foi uma mídia muito positiva para o novo senador e deu motivos para as pessoas continuarem a apoiar Júnior mesmo este tendo perdido o mandato por comprar votos.
A verdade é que todos os candidatos têm algo em seu desfavor que afeta a imagem pública. Porém a sociedade não parece ligar em saber se alguém foi acusado de corrupção ou não. Parece que existem outros valores que não conseguimos enxergar muito bem. As pessoas votam por amizade ou por simpatia, por R$ 50,00 ou por um saco de cimento. Ninguém se preocupa se fulano saqueou, assaltou os cofres públicos desde que sobre alguma coisa para si próprio, mesmo que seja só uma dentadura.
O Brasil é um país de analfabetos políticos. Uma população alienada tem o governo que merece. Só no Brasil políticos acusados de corrupção voltam ao poder pelos braços do povo, pela vontade do povo, pelo voto e pelo desejo do povo que se vê na imagem do pilantra. Talvez seja esse o jeitinho brasileiro de ser.
Neste post vou comentar um pouco sobre dois outros fortes pré-candidatos. São eles, Expedito Júnior (PSDB) e Acir Gurgacz (PDT).
Expedito Júnior teve seu mandato de senador cassado em 2009. Ele foi acusado de compra de votos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Como os dois suplentes de Júnior também foram cassados tomou posse o atual senador Acir Gurgacz que foi derrotado nas eleições de 2006.
Gurgacz também é pré-candidato ao cargo de governador. Apesar de eu achar que ele não tem a menor chance. O cenário atual é mais favorável a candidatura de Expedito que apesar da cassação é o mais bem cotado para assumir a vaga deixada por Ivo Cassol.
Mal assumiu a cadeira no senado federal começaram a chover denúncias contra o novo senador. Acir Gurgacz foi acusado entre outras coisas de usar um jornal da sua família para promoção da sua candidatura nas eleições de 2006.
A Folha Online saiu com a seguinte manchete logo após publicar que Gurgacz assumiu o cargo no lugar de Expedito, " Substituto de Expedito Júnior responde a mais de 200 processos na Justiça" http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u648193.shtml . Isso não foi uma mídia muito positiva para o novo senador e deu motivos para as pessoas continuarem a apoiar Júnior mesmo este tendo perdido o mandato por comprar votos.
A verdade é que todos os candidatos têm algo em seu desfavor que afeta a imagem pública. Porém a sociedade não parece ligar em saber se alguém foi acusado de corrupção ou não. Parece que existem outros valores que não conseguimos enxergar muito bem. As pessoas votam por amizade ou por simpatia, por R$ 50,00 ou por um saco de cimento. Ninguém se preocupa se fulano saqueou, assaltou os cofres públicos desde que sobre alguma coisa para si próprio, mesmo que seja só uma dentadura.
O Brasil é um país de analfabetos políticos. Uma população alienada tem o governo que merece. Só no Brasil políticos acusados de corrupção voltam ao poder pelos braços do povo, pela vontade do povo, pelo voto e pelo desejo do povo que se vê na imagem do pilantra. Talvez seja esse o jeitinho brasileiro de ser.
domingo, 9 de maio de 2010
"POLITIKANDO" sem sensura - Parte II
Vamos "politikar" um pouco sobre o cenário nacional. As eleições presidenciais estão cada dia mais próximas e os candidatos estão se fortalecendo e fazendo alianças tanto regionais quanto nacionais. Os principais candidatos, ou melhor, pré-candidatos são José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV).
Segundo a Pesquisa Ibope divulgada no dia 21 de Abril, Serra aparece com 36% das intenções de voto, Dilma com 29%, Marina 8% e Ciro Gomes (que não deve disputar a presidência) 8%. Mesmo com a tremenda ajuda do presidente da república Luis Inácio "Lula" da Silva, Dilma parece não querer decolar. Lula já a levou do Oiapoque ao Chuí berrando para quem tivesse ouvidos para ouvir que ela é quem ele quer para sucedê-lo. Porém os eleitores, apesar de em sua maioria apoiarem o governo de Lula, não conseguem associar a pré-candidata ao presidente e preferem apoiar o canditato tucano José Serra que ultimamente aparece só sorrisos para a mídia.
Serra faz a política do "bom moço". Sempre sorridente e carismático está conquistando a preferência dos eleitores sem muitos obstáculos. Já Dilma sofre para parecer mais sociável e acabar com a imagem de mulher de ferro. Dilma muda o guarda-roupas, muda o penteado, sorri e até parece humana, às vezes. A verdade é que a imagem da pré-candidata do PT é de uma pessoa sem coração, rígida de meter medo (ela dá meda, verdade rsr).
Marina Silva é a opção diferente. Ela não tem chances de ganhar, é claro. Porém, caso ela ganhasse seria realmente uma esperança de mudanças para este país, e mudanças radicais. Principalmente no que diz respeito a Amazônia. Marina se tornou conhecida por sua militância política e ambiental. Gostaria que alguém como ela ou como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) - tão dedicado à educação - um dia viessem a assumir a presidência deste país. Pois acredito que precisamos de pessoas que pensem em melhorar o ser humano como pessoa e não apenas fazer o pais crescer economicamente. Sim, é bem verdade que o Brasil nunca cresceu tanto como está crescendo agora. Porém estamos nos tornando um país desenvolvido de semi-letrados.
Quem é melhor. Serra ou Dilma?? Os dois têm histórias relevantes para o país. Serra foi exilado. Dilma ficou, lutou, foi presa, espancada, torturada, humilhada. Procure por Dilma Rousseff no Google e você encontrará os seguintes resultados.
Google para Dilma Rousseff:
Você quis dizer: Dilma Rousseff ficha criminal; Dilma Rousseff terrorista; Dilma Rousseff ditadura...
Particularmente eu considero a história da Dilma uma dessas histórias que devem ser contadas e recontadas para não cairem no esquecimento.
Aqui vou falar um pouquinho - porque sim, eu sou feminista - da época dura da vida da Dilma. É, da ditadura mesmo.
A matéria é da Folha de S. Paulo, El País e foi reproduzida pelo UOL Educação na página http://educacao.uol.com.br/biografias/dilma-rousseff.jhtm
Dilma Rousseff: de guerrilheira a candidata a presidência da república
Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Uberaba, Estado de Minas Gerais. Filha do engenheiro e poeta búlgaro Pétar Russév (naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, faz a pré-escola no Colégio Isabela Hendrix e, a seguir, ingressa em um dos colégios mais tradicionais do Brasil, o Sion, de influência católica.
Aos 16 anos, transfere-se para uma escola pública, o Colégio Estadual Central (hoje Escola Estadual Governador Milton Campos). Começa, então, a militar como simpatizante na Organização Revolucionária Marxista - Política Operária, conhecida como Polop, organização de esquerda contrária à linha do PCB (Partido Comunista Brasileiro), formada por estudantes simpáticos ao pensamento de Rosa Luxemburgo e Leon Trotski.
Mais tarde, em 1967, já cursando a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Dilma passou a militar no Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que defendia a luta armada. Esse comportamento, de passar de um grupo político a outro, era comum nos movimentos de esquerda que atuavam durante o período da ditadura iniciada com o Golpe de 1964,
Em 1969, já vivendo na clandestinidade, Dilma usa vários codinomes para não ser encontrada pelas forças de repressão aos opositores do regime. No mesmo ano, o Colina e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se unem, formando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em julho, a VAR-Palmares rouba o "cofre do Adhemar", que teria pertencido ao ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e teria rendido à guerrilha US$ 2,4 milhões. Dilma nega ter participado dessa operação, mas há quem afirme que ela teria, pelo menos, ajudado a planejar o assalto.
Em setembro de 1969, a VAR-Palmares sofre um racha. Volta a existir a VPR. Dilma escolhe permanecer na VAR-Palmares - e ainda teria organizado três ações de roubo de armas no Rio de Janeiro, sempre em unidades do Exército.
Presa em 16 de janeiro de 1970, em São Paulo, o promotor militar responsável pela acusação a qualificou de "papisa da subversão". Fica detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde é torturada. Depois, é enviada ao Dops. Condenada em 3 Estados, em 1973 já está livre, depois de ter conseguido redução de pena no STM (Superior Tribunal Militar). Muda-se, então, para Porto Alegre, onde cursa a Faculdade de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do RS.
Do PDT ao PT
Filia-se, então, ao Partido Democrático Brasileiro (PDT), fundado por Leonel Brizola em 1979, depois que o governo militar concedeu anistia política a todos os envolvidos nos anos duros da ditadura.
Dilma Rousseff ocupou os cargos de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre (1986-89), presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-93) e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações em dois governos: Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).
Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001, coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição entre o último mandato de Fernando Henrique Cardoso e o primeiro de Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se membro do grupo responsável pelo programa de Energia do governo petista.
Ministérios
Dilma Rousseff foi ministra da pasta das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005, passando a ocupar o cargo de Ministra-Chefe da Casa Civil desde a demissão de José Dirceu de Oliveira e Silva, em 16 de junho de 2005, acusado de corrupção.
Em 2008, a Casa Civil foi envolvida em duas denúncias. Primeiro, a da montagem de um provável dossiê contendo gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O dossiê seria uma suposta tentativa de silenciar a oposição, que, diante do escândalo dos gastos com cartões de créditos corporativos realizados por membros do governo federal, exigia a divulgação dos gastos pessoais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa. Depois, em junho, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, acusou a Casa Civil de ter pressionado a agência durante o processo de venda da empresa Varig ao fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson e seus três sócios brasileiros. Dilma Rousseff negou enfaticamente todas as acusações.
Em 9 de agosto de 2009, a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, disse ao jornal Folha de S. Paulo que, num encontro com Dilma, a ministra teria pedido que uma investigação realizada em empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente. Dilma negou a declaração de Lina, que, por sua vez, reafirmou a acusação em depoimento no Senado Federal, mas não apresentou provas.
Apesar de, em diferentes períodos, ter cursado créditos no mestrado e no doutorado de Economia, na Unicamp, Dilma Rousseff jamais defendeu a dissertação ou a tese.
De guerrilheira na década de 1970 a participante da administração pública em diferentes governos, Dilma Vana Rousseff tornou-se uma figura pragmática, de importância central no governo Lula, de quem é candidata à sucessão nas eleições de 2010.
Folha de S. Paulo, El País
Como não ficar impressionada. Poucas mulheres tiveram a coragem e a ousadia. Mesmo hoje acredito que seriam poucas as que teriam força o suficiente para brigarem e seguirem adiante diante de tantos obstáculos. Ou alguém acha que não seria mais fácil aceitar e ficar calado. Eu acho que é fácil criticar, mas se temos a liberdade que temos hoje é porque tiveram pessoas que se sacrificaram e até morreram por ela. Essas pessoas devem ser honradas e lembradas.
Ruim por ruim ficamos com a democracia e a liberdade de expressão. Fundamentais para a vida em sociedade.
Segundo a Pesquisa Ibope divulgada no dia 21 de Abril, Serra aparece com 36% das intenções de voto, Dilma com 29%, Marina 8% e Ciro Gomes (que não deve disputar a presidência) 8%. Mesmo com a tremenda ajuda do presidente da república Luis Inácio "Lula" da Silva, Dilma parece não querer decolar. Lula já a levou do Oiapoque ao Chuí berrando para quem tivesse ouvidos para ouvir que ela é quem ele quer para sucedê-lo. Porém os eleitores, apesar de em sua maioria apoiarem o governo de Lula, não conseguem associar a pré-candidata ao presidente e preferem apoiar o canditato tucano José Serra que ultimamente aparece só sorrisos para a mídia.
Serra faz a política do "bom moço". Sempre sorridente e carismático está conquistando a preferência dos eleitores sem muitos obstáculos. Já Dilma sofre para parecer mais sociável e acabar com a imagem de mulher de ferro. Dilma muda o guarda-roupas, muda o penteado, sorri e até parece humana, às vezes. A verdade é que a imagem da pré-candidata do PT é de uma pessoa sem coração, rígida de meter medo (ela dá meda, verdade rsr).
Marina Silva é a opção diferente. Ela não tem chances de ganhar, é claro. Porém, caso ela ganhasse seria realmente uma esperança de mudanças para este país, e mudanças radicais. Principalmente no que diz respeito a Amazônia. Marina se tornou conhecida por sua militância política e ambiental. Gostaria que alguém como ela ou como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) - tão dedicado à educação - um dia viessem a assumir a presidência deste país. Pois acredito que precisamos de pessoas que pensem em melhorar o ser humano como pessoa e não apenas fazer o pais crescer economicamente. Sim, é bem verdade que o Brasil nunca cresceu tanto como está crescendo agora. Porém estamos nos tornando um país desenvolvido de semi-letrados.
Quem é melhor. Serra ou Dilma?? Os dois têm histórias relevantes para o país. Serra foi exilado. Dilma ficou, lutou, foi presa, espancada, torturada, humilhada. Procure por Dilma Rousseff no Google e você encontrará os seguintes resultados.
Google para Dilma Rousseff:
Você quis dizer: Dilma Rousseff ficha criminal; Dilma Rousseff terrorista; Dilma Rousseff ditadura...
Particularmente eu considero a história da Dilma uma dessas histórias que devem ser contadas e recontadas para não cairem no esquecimento.
Aqui vou falar um pouquinho - porque sim, eu sou feminista - da época dura da vida da Dilma. É, da ditadura mesmo.
A matéria é da Folha de S. Paulo, El País e foi reproduzida pelo UOL Educação na página http://educacao.uol.com.br/biografias/dilma-rousseff.jhtm
Dilma Rousseff: de guerrilheira a candidata a presidência da república
Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Uberaba, Estado de Minas Gerais. Filha do engenheiro e poeta búlgaro Pétar Russév (naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, faz a pré-escola no Colégio Isabela Hendrix e, a seguir, ingressa em um dos colégios mais tradicionais do Brasil, o Sion, de influência católica.
Aos 16 anos, transfere-se para uma escola pública, o Colégio Estadual Central (hoje Escola Estadual Governador Milton Campos). Começa, então, a militar como simpatizante na Organização Revolucionária Marxista - Política Operária, conhecida como Polop, organização de esquerda contrária à linha do PCB (Partido Comunista Brasileiro), formada por estudantes simpáticos ao pensamento de Rosa Luxemburgo e Leon Trotski.
Mais tarde, em 1967, já cursando a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Dilma passou a militar no Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que defendia a luta armada. Esse comportamento, de passar de um grupo político a outro, era comum nos movimentos de esquerda que atuavam durante o período da ditadura iniciada com o Golpe de 1964,
Em 1969, já vivendo na clandestinidade, Dilma usa vários codinomes para não ser encontrada pelas forças de repressão aos opositores do regime. No mesmo ano, o Colina e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se unem, formando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em julho, a VAR-Palmares rouba o "cofre do Adhemar", que teria pertencido ao ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e teria rendido à guerrilha US$ 2,4 milhões. Dilma nega ter participado dessa operação, mas há quem afirme que ela teria, pelo menos, ajudado a planejar o assalto.
Em setembro de 1969, a VAR-Palmares sofre um racha. Volta a existir a VPR. Dilma escolhe permanecer na VAR-Palmares - e ainda teria organizado três ações de roubo de armas no Rio de Janeiro, sempre em unidades do Exército.
Presa em 16 de janeiro de 1970, em São Paulo, o promotor militar responsável pela acusação a qualificou de "papisa da subversão". Fica detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde é torturada. Depois, é enviada ao Dops. Condenada em 3 Estados, em 1973 já está livre, depois de ter conseguido redução de pena no STM (Superior Tribunal Militar). Muda-se, então, para Porto Alegre, onde cursa a Faculdade de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do RS.
Do PDT ao PT
Filia-se, então, ao Partido Democrático Brasileiro (PDT), fundado por Leonel Brizola em 1979, depois que o governo militar concedeu anistia política a todos os envolvidos nos anos duros da ditadura.
Dilma Rousseff ocupou os cargos de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre (1986-89), presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-93) e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações em dois governos: Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).
Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001, coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição entre o último mandato de Fernando Henrique Cardoso e o primeiro de Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se membro do grupo responsável pelo programa de Energia do governo petista.
Ministérios
Dilma Rousseff foi ministra da pasta das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005, passando a ocupar o cargo de Ministra-Chefe da Casa Civil desde a demissão de José Dirceu de Oliveira e Silva, em 16 de junho de 2005, acusado de corrupção.
Em 2008, a Casa Civil foi envolvida em duas denúncias. Primeiro, a da montagem de um provável dossiê contendo gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O dossiê seria uma suposta tentativa de silenciar a oposição, que, diante do escândalo dos gastos com cartões de créditos corporativos realizados por membros do governo federal, exigia a divulgação dos gastos pessoais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa. Depois, em junho, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, acusou a Casa Civil de ter pressionado a agência durante o processo de venda da empresa Varig ao fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson e seus três sócios brasileiros. Dilma Rousseff negou enfaticamente todas as acusações.
Em 9 de agosto de 2009, a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, disse ao jornal Folha de S. Paulo que, num encontro com Dilma, a ministra teria pedido que uma investigação realizada em empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente. Dilma negou a declaração de Lina, que, por sua vez, reafirmou a acusação em depoimento no Senado Federal, mas não apresentou provas.
Apesar de, em diferentes períodos, ter cursado créditos no mestrado e no doutorado de Economia, na Unicamp, Dilma Rousseff jamais defendeu a dissertação ou a tese.
De guerrilheira na década de 1970 a participante da administração pública em diferentes governos, Dilma Vana Rousseff tornou-se uma figura pragmática, de importância central no governo Lula, de quem é candidata à sucessão nas eleições de 2010.
Folha de S. Paulo, El País
Como não ficar impressionada. Poucas mulheres tiveram a coragem e a ousadia. Mesmo hoje acredito que seriam poucas as que teriam força o suficiente para brigarem e seguirem adiante diante de tantos obstáculos. Ou alguém acha que não seria mais fácil aceitar e ficar calado. Eu acho que é fácil criticar, mas se temos a liberdade que temos hoje é porque tiveram pessoas que se sacrificaram e até morreram por ela. Essas pessoas devem ser honradas e lembradas.
Ruim por ruim ficamos com a democracia e a liberdade de expressão. Fundamentais para a vida em sociedade.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
"POLITIKANDO" sem sensura - Parte I
Sim, é politicando com "K" mesmo (só para deixar o título diferente... er... esquece...) e sem sensura nenhuma. Primeiro porque eu não sou especializada em jornalismo político, falo apenas como cidadã e observadora do cenário político atual, segundo porque acho qualquer tipo de sensura detestável. Essa época já passou e foi terrível, infelizmente temos que lembrar e não permitir que caia no esquecimento, jamais.
Maaaais voltando ao assunto, assim como no resto do país Rondônia também está fervendo com a aproximação das eleições em outubro. Por aqui os caciques estão agitados, cada um se articulando como pode.
Sabe-se que estão na disputa pelo Governo do Estado Confúcio Moura, prefeito de Ariquemes que deixou o cargo para concorrer as eleições em 31 de março de 2010. Confúcio sai com vantagem em relação aos adversários porque conta com o apoio do senador da República Valdir Raupp, além disso, o pré-candidato do PMDB tem experiência tanto no Legislativo – foi deputado federal por três mandatos – quanto no Executivo, como secretário de Estado da Saúde e prefeito eleito e reeleito do município de Ariquemes.
Também concorrem o deputado federal e presidente do PT/RO Eduardo Valverde. O pré-candidato do PT causou polêmica ao criar uma PEC que propunha o fim do regime jurídico único para as carreiras que não fossem consideradas de interesse de Estado. O rebuliço foi tão grande que o deputado precisou voltar atrás e sair catando um monte de assinaturas para barrar a proposta na Câmara Federal (mico). Até a ala petista concordou que o atual presidente do partido se equivocou ao criar a tal da PEC. Sem contar nos tropeços que o mesmo deu em si tratando da PEC da Transposição. Ficou feio!!
Pelo PSOL concorre a ex-juíza, professora universitária e empresária Rosângela Cipriano dos Santos. A pré-canditata foi punida com aposentadoria compulsória aplicada aos magistrados que violam a Lomam - Lei Orgânica da Magistratura. O TRT da 14ª Região entendeu que o fato da ex-juíza Rosangela Cipriano possuir 90% (noventa por cento) das quotas da mantenedora da Faculdade da Amazônia (FAMA) não guardava compatibilidade com a função de Juíza. Para o Tribunal, ao deter esse percentual de quotas, recaía sobre a sua pessoa a suspeita de gerenciamento da empresa, uma vez que a Lei Orgânica da Magistratura não proíbe o magistrado de ser sócio de empresa, mas proíbe que ele gerencie".
E fechando esta disputa aparece o atual governador do Estado de Rondônia, João Cahulla, que foi empossado no cargo após Ivo Cassol renunciar para concorrer as eleições. Cahulla era então o vice-governador e Cassol o governador. Cahulla é o candidato mais forte entre todos, pois conta com o apoio incondicional de Ivo Cassol. O ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal não perde a oportunidade de citar o nome de seu candidato na imprensa e tudo faz para tentar alavancar a candidatura do preferido. Tanto exagera Cassol que o Ministério Público já começou a tomar providêcias.
O MP o denunciou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por propaganda eleitoral antecipada. Segundo a denúncia, em entrevista no dia 2 de janeiro de 2010 ao programa de televisão ViaSat, da TV Candelária, Cassol “transbordou todos os limites impostos pela lei eleitoral para divulgação de notícias em geral” e fez “explícita e incisiva propaganda eleitoral”.
É por essas e outras que estamos como estamos, não é mesmo. Será que o voto faz alguma diferença quando as opções são tão limitadas, ou melhor quando não há opções. Sinto que não há ideologia nenhuma no PSOL regional e quanto aos outros, tanto faz votar em um como em outro, a política governamental será a mesma. Posso estar enganada, mas hoje é o que parece para mim.
Maaaais voltando ao assunto, assim como no resto do país Rondônia também está fervendo com a aproximação das eleições em outubro. Por aqui os caciques estão agitados, cada um se articulando como pode.
Sabe-se que estão na disputa pelo Governo do Estado Confúcio Moura, prefeito de Ariquemes que deixou o cargo para concorrer as eleições em 31 de março de 2010. Confúcio sai com vantagem em relação aos adversários porque conta com o apoio do senador da República Valdir Raupp, além disso, o pré-candidato do PMDB tem experiência tanto no Legislativo – foi deputado federal por três mandatos – quanto no Executivo, como secretário de Estado da Saúde e prefeito eleito e reeleito do município de Ariquemes.
Também concorrem o deputado federal e presidente do PT/RO Eduardo Valverde. O pré-candidato do PT causou polêmica ao criar uma PEC que propunha o fim do regime jurídico único para as carreiras que não fossem consideradas de interesse de Estado. O rebuliço foi tão grande que o deputado precisou voltar atrás e sair catando um monte de assinaturas para barrar a proposta na Câmara Federal (mico). Até a ala petista concordou que o atual presidente do partido se equivocou ao criar a tal da PEC. Sem contar nos tropeços que o mesmo deu em si tratando da PEC da Transposição. Ficou feio!!
Pelo PSOL concorre a ex-juíza, professora universitária e empresária Rosângela Cipriano dos Santos. A pré-canditata foi punida com aposentadoria compulsória aplicada aos magistrados que violam a Lomam - Lei Orgânica da Magistratura. O TRT da 14ª Região entendeu que o fato da ex-juíza Rosangela Cipriano possuir 90% (noventa por cento) das quotas da mantenedora da Faculdade da Amazônia (FAMA) não guardava compatibilidade com a função de Juíza. Para o Tribunal, ao deter esse percentual de quotas, recaía sobre a sua pessoa a suspeita de gerenciamento da empresa, uma vez que a Lei Orgânica da Magistratura não proíbe o magistrado de ser sócio de empresa, mas proíbe que ele gerencie".
E fechando esta disputa aparece o atual governador do Estado de Rondônia, João Cahulla, que foi empossado no cargo após Ivo Cassol renunciar para concorrer as eleições. Cahulla era então o vice-governador e Cassol o governador. Cahulla é o candidato mais forte entre todos, pois conta com o apoio incondicional de Ivo Cassol. O ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal não perde a oportunidade de citar o nome de seu candidato na imprensa e tudo faz para tentar alavancar a candidatura do preferido. Tanto exagera Cassol que o Ministério Público já começou a tomar providêcias.
O MP o denunciou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por propaganda eleitoral antecipada. Segundo a denúncia, em entrevista no dia 2 de janeiro de 2010 ao programa de televisão ViaSat, da TV Candelária, Cassol “transbordou todos os limites impostos pela lei eleitoral para divulgação de notícias em geral” e fez “explícita e incisiva propaganda eleitoral”.
É por essas e outras que estamos como estamos, não é mesmo. Será que o voto faz alguma diferença quando as opções são tão limitadas, ou melhor quando não há opções. Sinto que não há ideologia nenhuma no PSOL regional e quanto aos outros, tanto faz votar em um como em outro, a política governamental será a mesma. Posso estar enganada, mas hoje é o que parece para mim.
Assinar:
Postagens (Atom)