quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mais um morador do Airton Sena denuncia arbitrariedades da prefeitura da capital

http://www.oobservador.com/cidades/not_cid7618,0.html


Jorge Vanderlei Silveira Uchoa, 43, há sete anos mora no bairro Airton Sena, Zona Leste da Capital. Em três reuniões com o prefeito da capital, Jorge conta que Roberto Sobrinho garantiu não expulsar nenhum morador do bairro. No entanto, ontem (14/10) uma mulher conhecida apenas como Baiana esteve no local e falou que tinha direito de se apossar da área.

Com medo de ser expulso pela prefeitura de sua pequena chácara Jorge Vanderlei veio fazer denúncia hoje (15/10) ao jornal O OBSERVADOR contra o ato arbitrário da prefeitura da capital. Segundo ele, Sobrinho retira moradores que como ele vive há mais de sete anos no local, e coloca outras pessoas para viverem nas áreas deixando dezenas de famílias sem teto.

Pai de sete filhos, Jorge tem uma propriedade de 78m x 60m. Planta a própria comida, educa os filhos, sustenta a casa com o pouco que possui e tira da terra boa parte da alimentação básica da família. O morador tem medo de perder a pouca terra que possui e ficar sem teto junto com os filhos pequenos. A prefeitura pretende construir uma escola onde hoje é a chácara de Jorge.

Muita gente já saiu do bairro, que hoje não tem nem ao menos iluminação elétrica decente, ainda é tudo à base de rabicho, depois que o prefeito mandou invadir os terrenos dos moradores no dia 21 de agosto deste ano, afirmou.

Paulista de nascimento, Jorge luta para se manter dentro de sua casa. Ele diz que estão usando a desculpa de que se trata de uma área comunitária para retirá-lo da chácara. Resistindo as pressões do executivo municipal, o morador pede ajuda as autoridades competentes.

Jorge diz que tem direito de uso da terra pelo tempo que cuida da área, recorre à usucapião e espera justiça por parte da prefeitura, estado e poder judiciário, até porque segundo ele a prefeitura não apresentou nenhum projeto para realocar as famílias que estão sendo expulsas do Airton Sena para dar lugar a outras que segundo o mesmo têm boas condições financeiras.

Não apenas Jorge Vanderlei sofre com o que ele chama de perseguições políticas. O morador conta que no dia 03 de outubro funcionários municipais voltaram ao bairro, cortaram as cercas do terreno de uma senhora conhecida apenas por dona Aparecida, cortaram as plantas da moradora e posteriormente outras pessoas invadiram as terras da mesma. Essas pessoas já estão construindo casas de alvenaria dentro da propriedade de dona Aparecida. O morador pede justiça ao poder público.

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