terça-feira, 16 de junho de 2009

Ainda é uma luta pelo direito



Ainda é uma luta pelo direito
Políticas públicas para mulheres;
Políticas públicas para negros;
Políticas públicas para homossexuais.
Toda essa enxurrada de políticas públicas só confirma uma realidade que a maioria das pessoas prefere ignorar, preconceito.
Alguém já ouviu falar em políticas públicas para homens, brancos, bem sucedidos e heterossexuais? Acredito que não.
Esse tipo de políticas públicas é desnecessário, pois a sociedade é e sempre foi dominada por esse grupo minoritário de pessoas que apresentam essas quatro características essenciais.
Imaginem agora essa situação: uma mulher, negra, pobre e homossexual. O destino desses dois pólos contrários será muito diferente. Muito provavelmente, nosso homem ideal, ou seja, o homem que possui todas as quatro características essenciais será um grande líder, ou um grande homem de negócios, enfim, qualquer profissão que ele resolver seguir, certamente encontrará todas as portas abertas. O homem que está inserido no grupo dominante não terá que fazer muitos esforços, as oportunidades praticamente baterão à sua porta.
A mulher que pertence ao grupo dominado, ou seja, além de ser mulher, é negra, pobre e também homossexual, para ela, só irão restar às opções mais humilhantes e degradantes. As portas sempre estarão fechadas, surgirão poucas oportunidades e as poucas que surgirem vão exigir muito trabalho e esforço.
O destino para a mulher que reúne as quatro características mais desprezadas pela sociedade só pode ser um, a prostituição. Para não dizer que estou sendo muito radical, há outras opções, a mais comum é que essa mulher se torne empregada doméstica (se tiver sorte) em uma casa de algum homem, branco, heterossexual e rico.
Dessa forma, acho que começo a compreender melhor essa balança. Uma balança que sempre pendeu e parece que sempre vai pender para o lado da elite dominante.

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