sábado, 27 de junho de 2009

Será que ainda podemos acreditar num Senado ético?

Será que ainda podemos acreditar em um Senado ético depois do:

Escândalo da Mansão do diretor - Onde Agaciel Maia, então diretor- geral do Senado, deixa o cargo após a denúncia de que havia ocultado na declaração de bens uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Escândalo das horas extras – O Senado gastou mais de 6 milhões de reais em horas extras em janeiro, quando estava em recesso.

Apartamento funcional – João Carlos Zoghbi, o então diretor de Recursos Humanos do Senado, pediu demissão após a revelação de que apenas seus filhos moravam no apartamento funcional cedido a ele pelo Senado.

Empresas de fachada e contratos – Ainda sobre Zoghbi. O ex-diretor foi acusado foi acusado de participação em um suposto esquema de desvios de dinheiro em operações de crédito consignado por meio de empresas de fachada em nome de filhos e de ex-babá.

Diretorias – Levantamento apontou que o Senado tinha 181 diretores. Desses apenas 38 exerciam função de direção.

Passagens aéreas – Parte dos senadores foi acusada de uso irregular das passagens. Após as denúncias a Casa diminuiu a cota em 25%.

Funcionários fantasmas – O Senado também foi atingido com denúncias de que manteria funcionários fantasmas, mas não tomou providências a respeito, até o momento.

Auxílio-Moradia – Até o atual presidente do Senado José Sarney recebeu o benefício irregularmente. A Mesa Diretora do Senado havia anunciado que os senadores deveriam devolver o benefício. Voltou atrás.

Atos Secretos – Cerca de 300 pessoas teriam sido nomeadas ou exoneradas por meio de boletins não publicados. Além disso, um ato secreto permitiu o pagamento de horas extras a 800 funcionários do Senado. O Ministério Público abriu um inquérito civil público para investigar os atos secretos.

Prestadoras de serviço - Gravações feitas pela Polícia Federal mostravam que representantes de empresas que prestavam serviço ao Senado negociavam o resultado de licitações.

Criação de Cargos – A Mesa Diretora do Senado resolveu criar 97 cargos de assesssor parlamentar. Os salários eram de R$ 9.970. Houve polêmica. O ato foi suspenso e não chegou a ser publicado.

O caso Marconi Perillo – O senador do PSDB de Goiás e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), foram acusados de suposta prática de “caixa dois” durante a campanha de 2006. A representação foi arquivada pela Mesa Diretora.

Lobão Filho – Acusado de ter, em 1998, utilizado uma empregada doméstica para ocultar sua participação em uma distribuidora de bebidas no Maranhão.

Ainda tem mais:
Operação Lacraia
Caso Renan
Operação Aquarela
Gim Argello
Obra milionária

Depois de todos esses escândalos será que ainda é possível acreditar que o Senado poderá se transformar em uma Casa respeitável de leis? Eu tenho minhas dúvidas. O cidadão brasileiro já não acredita em mais nada. A lama que cobre o senado envergonha a população brasileira. A falta de ética está por toda parte e ninguém sabe mais o que isso significa. Vergonha. Acho que a única coisa que da para sentir é vergonha diante de tudo o que está acontecendo.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1206821-5601,00-CONTAS+PARALELAS+DO+SENADO+SAO+LEGAIS+DIZ+HERACLITO+FORTES.html 27/06/2009 as 20h36

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